quarta-feira, 18 de abril de 2018

POSSÍVEL DESTINO DE LULA SERÁ UM COMPLEXO PENAL NO PARANÁ


A possibilidade de transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, levantou o boato de que a penitenciária sofreria reformas para receber o petista. A especulação era de que o local passaria por obras emergenciais para melhorias de segurança – já que o CMP não possui muros, o que dá acesso ao terreno pelas propriedades vizinhas.  As obras foram desmentidas pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), que afirma que o CMP passa por reformas, mas em outros setores. “As obras estão em andamento nas galerias 1, 2, 3 e 4, que abrigam os presos doentes e feridos. Em um ou dois meses, tudo deve estar pronto”, afirma o diretor-geral do Depen no Paraná, Luiz Alberto Cartaxo Moura.

As mudanças, portanto, não contemplam o espaço onde ficam os presos da Lava Jato, nas galerias especiais – para onde Lula iria, caso transferido. Quem conhece o CMP, entretanto, afirma que as melhorias não parecem estar em estágio tão avançado.
“A reforma está sendo encaminhada, mas não tem prazo para ficar pronta”, diz Isabel Mendes, do Conselho da Comunidade de Curitiba.
O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) reclama, além disso, que há poucos agentes no CMP para realizar o acompanhamento dos presos.
“Há o agravante dos agentes lidarem com uma massa carcerária com vários problemas de saúde. Em 2016, o sindicato acompanhou uma visita técnica do Ministério Público à unidade, em que foram constatados problemas graves como a falta de proteção dos agentes que lidam com os doentes”, afirma a entidade, em nota.
Além do CMP, o Depen trabalha em outras frentes para aumentar o número de vagas em penitenciárias. Em março, um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que um dos problemas do sistema é, justamente, a demora na construção de novas unidades prisionais.
A falta de uma política pública efetiva para o setor se traduz na superlotação do sistema. Em dezembro do ano passado, eram 10,7 mil presos em delegacias, que têm capacidade para apenas 3,6 mil pessoas.
De acordo com o Depen, a previsão é de que o número de vagas no sistema seja equiparado à quantidade de presos só em 2020. “Estamos com 14 projetos de melhorias no sistema. Três devem ser entregues nos próximos meses, e outros sete serão iniciados ainda este ano”, promete Cartaxo. FONTE: GAZETA DO POVO

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