quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

FÁBRICA DE TEMPEROS AMPLIA VENDAS EM 58,4% APÓS PROGRAMA DO SEBRAE

Uma guinada. Assim pode ser definida a trajetória da indústria potiguar Tempero Cheiro Verde, situada no município de Apodi (a 342 quilômetros de Natal), após a participação no Programa Agentes Locais de Inovação (ALI). O programa é uma iniciativa do Sebrae no Rio Grande do Norte em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para levar a cultura da inovação a pequenos negócios.

Em apenas 16 meses, a empresa acumulou um crescimento de 58,4% nas vendas dos produtos, entre vinagres, temperos líquidos, molhos, pastas e extratos de alho. Graças às intervenções, como ampliação do mix, modernização de embalagens, melhoria de produtos e automação da linha de produção, o negócio deve dobrar a capacidade de fabricação de temperos.
“O ALI e o suporte dado pelo Sebrae foi fundamental para o andamento e desenvolvimento da empresa. Quando assumimos, o negócio estava completamente estagnado, mas, hoje, temos perspectivas concretas de crescimento. Até o fim do mês, deveremos dobrar a nossa produção mensal”, adianta o empresário Francisco Cavalcanti Júnior, proprietário da indústria de temperos.
No fim de 2013, o empreendedor adquiriu a fábrica e procurou o Sebrae para ajudá-lo a dar um novo rumo para o negócio. Ele aderiu ao ALI e as primeiras intervenções propostas no diagnóstico surtiram efeito. A adoção de Boas Práticas de Fabricação (BBF) elevou a qualidade dos produtos fabricados. A linha de produção passou a ser automatizada e padronizada. O mix de produtos foi ampliado. Novas embalagens foram criadas e abertas novas frentes de comercialização.
Atualmente, os 180 mil litros de temperos produzidos mensalmente chegam a estados, como Maranhão, Piauí, Paraíba e Ceará, além do Rio Grande do Norte. “Em três anos, a nossa meta é consolidar a atuação nesses mercados e dobrar o nosso faturamento atual. Queremos chegar também ao mercado pernambucano”, estima Cavalcanti Júnior, explicando que há negociações com distribuidores de Minas Gerais e Rio de Janeiro. “Estamos com cautela. Queremos dar um passo por vez”.
Parte do sucesso da indústria se deve também a investimentos na qualidade dos temperos. O empresário substituiu todos os fornecedores de matérias-primas nacionais e passou a importar os condimentos da Índia, melhorando a estabilidade dos temperos e, principalmente, a qualidade.
“Apesar da alta cambial, ainda assim compensa pela qualidade. Essa crise até tem nos ajudado. Além de nos obrigar a ampliar o mix de 19 para 28 produtos, estamos negociando com grandes redes locais o fornecimento dos produtos, já que os antigos fornecedores não estavam cumprindo com o abastecimento’.
Com o acompanhamento do ALI, a empresa obteve um crescimento nas suas vendas de 10% em 2014, e no ano seguinte 20% maior que o ano anterior. Para este ano, a empresa já projeta uma ampliação nas s vendas em mais 20% em relação às de 2015. A empresa agora está recebendo orientações para a parte de licenciamento, tanto ambiental quanto na obtenção de alvarás. Além disso, participou da solução Consultoria Integrada de Gestão (SIG) e neste ano receberá as consultorias do programa Sebrae Mais.
Para a gestora do ALI no Sebrae-RN, Algéria Varela, o caso do Tempero Cheiro Verde é apenas um dos casos de empresas participantes do programa que tem resultados financeiros, mas, esclarece que não é o objetivo principal das consultorias. “Crescimento de vendas e ampliação de vendas não são o foco principal do programa, que está baseado em fomentar melhorias na gestão das empresas atendidas e estímulo à cultura da inovação. No entanto, quando há o empenho para otimizar os processos, há um reflexo natural na competitividade e no faturamento do negócio”, explica Algéria Varela. Segundo ela, este ano o programa vai atender a 800 novas empresas de Natal, Seridó e parte da região Oeste. FONTE: AGORA RN

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