segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

ESTADÃO: MULHER PERCORRE 102 KM PARA TRATAR FILHO COM MICROCEFALIA NO RN

O jornal Estado de S. Paulo publicou nesta segunda-feira (22) uma matéria que relata o drama de uma mãe que tem filho com microcefalia no estado, ela percorre a distância de 102 km entre o município de Nova Cruz, no Agreste Potiguar, a Natal. O Rio Grande do Norte já notificou 318 casos suspeitos de microcefalia estando na quarta colocação no número de registros, atrás de Pernambuco, Paraíba e Bahia. Confira um trecho da matéria:

Maria Vitória Salustino de Souza, de 15 anos, percorre os 102 km entre Nova Cruz, no agreste potiguar, e a capital Natal pelo menos duas vezes por semana. Vai com a filha Maria Priscila, de 4 meses, no colo e uma mochila com tudo o que a criança possa precisar nas costas. Vitória não encontrou neurologista ou fisioterapeuta em sua cidade para atender a filha, que nasceu com microcefalia. O caso de Vitória e Priscila é exemplo da dificuldade que as famílias têm encontrado para obter atendimento para crianças que nasceram com a má-formação no cérebro.
O Rio Grande do Norte notificou 318 casos suspeitos de microcefalia. É o quarto estado em número de registros, atrás de Pernambuco, Paraíba e Bahia. Confirmou 70, descartou 20. Os demais estão em investigação. Mas apenas 23 crianças estão sendo acompanhadas no CERH (Centro Especializado de Reabilitação e Habilitação), referência para o atendimento.
O Huol (Hospital Universitário Onofre Lopes), também na capital, é outro centro de referência, mas os pacientes não têm chegado. “Ainda não sabemos como será o fluxo”, disse a terapeuta ocupacional Mila Galvão. Há mais um centro habilitado, em Pau dos Ferros, município a 392 km de Natal.
O CERH tenta acomodar as crianças que chegam com microcefalia, que são prioridade, sem deixar de lado os demais pacientes. São cinco fisioterapeutas na reabilitação infantil. Já foram 23. “Além dos 300 casos de microcefalia temos centenas de outros esperando”, afirmou Suily Alencar, chefe de reabilitação infantil e adulta.

Os profissionais do centro se esforçam para atrair as mães de bebês com microcefalia. Montaram o projeto Criando Laços, em que assistentes sociais acompanham as famílias e tentam fazer com que mantenham as crianças no tratamento. FONTE: AGORA RN

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