domingo, 15 de novembro de 2015

SAÚDE: DIABETES É A DOENÇA QUE MAIS LEVA À CEGUEIRA DEFINITIVA

Tão silenciosa quanto o diabetes, a retinopatia diabética é a principal causa de cegueira definitiva no mundo. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas sofrem com a baixa taxa de insulina no sangue e, em cerca de 30% dos casos, o distúrbio metabólico evolui para um quadro de perda de visão. A boa notícia é que o simples hábito de frequentar o oftalmologista pode preservar a visão do paciente diabético.
A retinopatia afeta a retina, a camada mais interna do olho, que é responsável por transformar as imagens que enxergamos em impulsos elétricos que são levados ao nosso cérebro. A doença consiste no comprometimento dos vasos sanguíneos dessa parte dos olhos, provocando alterações da microcirculação, com micro-hemorragias e microaneurismas. “A complicação surge silenciosamente, a maior parte das pessoas não apresenta sintomas até mesmo com a doença muito avançada. Sendo assim, a melhor maneira de diminuir os riscos da perda de visão é procurar um médico oftalmologista assim que o diabetes é diagnosticado”, orienta o Dr. José Lucas de Souza Filho, chefe do Departamento de Retina do H.Olhos – Hospital de Olhos Paulista.
O diagnóstico é feito a partir do exame de mapeamento de retina, também conhecido como exame de fundo de olho, e quanto mais cedo isso acontece, maiores são as chances do paciente manter a qualidade de sua visão ao longo da vida. Outras doenças que também estão entre as principais causas de cegueira adquirida e podem ser desenvolvidas em diabéticos são o glaucoma e a catarata. “O mais importante é a prevenção. Recomendamos consultas anuais para os casos em que o diabetes está controlado. Já em situações em que a doença apresente descontrole, o ideal é que o paciente visite o médico oftalmologista a cada seis meses para o monitoramento”, afirma o Dr. José Lucas.
Tratamento

Quando identificada a retinopatia diabética, primeiramente, o paciente deve manter o índice glicêmico monitorado para não agravar o quadro. No diagnóstico precoce, o tratamento com fotocoagulação a laser, pode solucionar o problema de forma permanente. No entanto, há casos que podem necessitar de tratamento com injeções que são aplicadas no globo ocular ou, ainda a alternativa de cirurgia, usada para remover tecidos e/ou hemorragias formados pela retinopatia em casos mais avançados. FONTE: AGORA RN

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