sábado, 12 de setembro de 2015

PROJETO QUE BENEFICIOU MULHERES PESCADORAS NO RN CONCORRE A PRÊMIO

Melhorar as condições de trabalho e aumentar a renda de pescadoras de mariscos do litoral potiguar. Foi com esse objetivo que a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) aderiu ao projeto ‘Gente da Maré’ (GDM), anunciado na última quarta-feira (9) como um dos três finalistas do ‘Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais’ na categoria ‘Mulheres’. Caso saia vencedor, o projeto receberá uma premiação no valor de R$ 50 mil.

Entre 2009 e 2011, a universidade colaborou com mais de 30 instituições afim de capacitar e otimizar as cadeias de valores produtivos da Associação das Mulheres Pescadoras e Artesãs de Grossos, localizado na região da Costa Branca. A iniciativa foi financiada pela Agência Canadense de Cooperação Internacional e desenvolvida pela Organização Não Governamental (ONG) canadense World Fisheries Trust.

“Qualquer recurso desta premiação será utilizada para expandir nossas atividades e até mesmo adentrar em outras comunidades e realizar um trabalho de reestruturação como foi feito em Grossos”, finalizou Gustavo Henrique Gonzaga da Silva, um dos coordenadores estaduais do programa.
De acordo com Gonzaga, o trabalho da universidade abarcou diversas etapas do processo produtivo. “Quando chegamos até as marisqueiras, fizemos trabalhos de qualificação desde os métodos de pesca do marisco, passando pela segurança no trabalho, sustentabilidade da extração, até o beneficiamento do marisco para agregar valor ao produto final”, explicou o professor do departamento de Ciências Animais da Ufersa, em Mossoró.
Em relação as atividades ministratas, Gustavo detalhou. “Dentre os trabalhos realizados, foram feitas oficinas e cursos de capacitação voltadas para o desenvolvimento de técnicas de processamento de pescados e de saúde do trabalho, além de oficinas para beneficiar o manejo pesqueiro”, completou.
Benefícios
Ao fim das atividades do projeto, a Associação das Mulheres Pescadoras e Artesãs de Grossos teve o galpão utilizado para o processamento do marisco reformado. A partir dos processos voltados para valorização de produtos, uma rede de empreendimentos surgiu em volta da atividade pesqueira. Atualmente a associação comercializa mariscos ‘in natura’ e processados, na forma de marinados e defumados.
 FONTE: G1 DO RN

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