quinta-feira, 10 de setembro de 2015

CRISE HÍDRICA AFETA 14% DAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO NORTE

Os problemas relacionados a fatores hídricos, como seca ou desabastecimento, afetaram os pequenos negócios potiguares no primeiro semestre do ano. De acordo com levantamento realizado pelo Sebrae, o Rio Grande do Norte figura entre os sete estados mais afetados e 14% das empresas sofreram com a chamada crise hídrica. O estado nordestino mais impactado foi a Paraíba, onde 24% das empresas sofreram problemas em função da crise. Foram ouvidas 5.378 corporações brasileiras, sendo 216 potiguares.
A pesquisa consta na quarta edição do Observatório dos Pequenos Negócios, uma síntese conjuntural divulgada mensalmente pelo que o Sebrae no Rio Grande do Norte  que visa com  condensar  a cada mês os principais indicadores e informações da economia potiguar. O boletim traz, de forma objetiva, dados que influenciam direta ou indiretamente o segmento das micro e pequenas empresas e as bases produtivas do Rio Grande do Norte, servindo de parâmetro para mensurar a expansão ou retração da economia local. O material pode ser consultado no Portal do Sebrae.
Outra abordagem desta edição, que foi divulgada nesta quarta-feira (9), diz respeito à estratégia de vendas entre as micro e pequenas empresas. Metade dos proprietários de pequenos negócios do estado pretende adotar medida para estimular vendas neste ano. Do total de empresas consultadas, 18% planejam investir em propaganda e marketing, 11% em redução de preços, 10% em ampliar na variedade de produtos, 2% esperam aumentar o prazo de vendas e 8% apostar em outras estratégias.

A consulta foi realizada pelo Sebrae em maio e foram ouvidas 247 pequenos negócios, entre Microempreendedores Individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte. A ideia era verificar as expectativas e estratégias dessas organizações diante do atual desaquecimento da economia.
Novidade na pauta
O boletim traz uma novidade na pauta de exportação do Rio Grande do Norte. O estado exportou US$ 44,3 milhões corresponderam a Fuel-Oil no mês de junho. O valor corresponde a 27,6% do total exportado de janeiro a julho (US$ 160,4 milhões). O produto foi enviado para as Antilhas Holandesas e se configura como um caso atípico, já que, até então, o produto sequer constava na pauta de exportações potiguar.
Depois disso, o melão aparece tradicionalmente no topo como produto mais exportado, o equivalente a 10,4% das exportações. Em janeiro, os melões coresponderam a 42,6% da pauta e, em julho, significaram apenas 0,1%. Em seguida, aparecem o sal (8,2%), a castanha de caju (5,7%), tecidos de algodão (4,6%) e mamão (3,6%).
Arrecadação e emprego
O boletim também traz informações sobre os últimos indicadores da conjuntura econômica. Um deles está relacionado ao saldo de empregos até julho deste ano. No período, houve uma redução de 10.711 postos de trabalho. Na série observada, o ano de 2012 auferiu o maior saldo, com a criação de 4.472 postos de trabalho e o menor saldo positivo ocorreu em 2013. Já 2015 foi o único ano onde o número de demissões superou o de admissões no acumulado dos primeiros sete meses do ano. Como resultado, no período considerado (2011 a 2015), houve o fechamento de 1.137 vagas de emprego no RN. A análise toma como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e revela a que esse aumento do desemprego segue a tendência nacional.
Por outro lado, a arrecadação do ICMS estadual acumulada até agosto chegou a R$ 2,9 bilhões. No acumulado de janeiro a julho, considerando a taxa de inflação (IGP-M) do período vigente, o valor arrecadado aumentou 0,6% em relação a 2014. A publicação apresenta os montantes arrecadados pelo Governo do Rio Grande do Norte nos sete primeiros meses de 2011 a 2014, corrigidos a partir de julho, sendo 2015 o ano base. O maior crescimento real se deu entre 2011 e 2012 - 6,6%, e o menor entre 2014 e 2015 – 0,6%. FONTE: NOVO JORNAL

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