segunda-feira, 31 de agosto de 2015

NOVA PRESIDENTE DO TRE APOSTA NO PODER DO VOTO

Com o espírito de acolhimento, a nova presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Norte, desembargadora Zeneide Bezerra, assumiu a presidência do órgão na última sexta-feira com um plano de gestão definido. Sua personalidade terá grande influencia na gestão. Ela quer deixar a Justiça Eleitoral mais próxima do cidadão, levando mais informação para que o eleitor seja capaz de escolher certo e combater a corrupção e os crimes eleitorais.  Com sorriso farto e visível disposição no auge nos seus mais de 30 anos de magistratura, a nova presidente não se deixa envaidecer pelo posto que agora está ocupando.
Pelo contrário, ela quer humanizar cada vez mais a Justiça Eleitoral e aproximá-la do cidadão. As eleições municipais de 2016 caíram nas mãos de Zeneide. São as maiores e as que exigem maior demanda do TRE, segundo diz e - para ela - o voto consciente é a principal ferramenta de combate a corrupção e aos crimes eleitorais. “Queremos conscientizar cada vez mais os cidadãos sobre a importância do voto. É preciso que se diga o quanto é importante a pessoa ter o poder do voto, o poder de escolher. Vamos reforçar campanhas educativas nas escolas com um projeto que já executamos, levando ainda para universidades. Quanto mais conhecimento as pessoas tiverem, melhor para a democracia”, diz a desembargadora.
Mas o voto, mesmo que dado de forma consciente ainda não corresponde às expectativas, a presidente do TRE sugere formas do cidadão combater a corrupção, além de escolher pessoas “idôneas”. “A fiscalização vai continuar sendo feita e reforçada dentro da legislação eleitoral. Acontece nas zonas eleitorais, pelos juízes, e a nós chegam os recursos. A Justiça vai fazer a sua parte, mas as precisa da população também. Um celular é uma grande arma hoje em dia para registrar crimes e fundamentar denúncias. Eleitor, faça algo, não fique calado! Agora, é preciso comprovar o que diz na denúncia, porque a gente sabe que acontece mas precisa de provas”, adverte.

Os grandes escândalos de corrupção em nível nacional e também em nível local têm entristecido a magistrada. Ela relata que, devido a este comportamento dos gestores e legisladores eleitos e pagos pelo povo abalam a credibilidade do sistema político. “Abala a credibilidade, por isso digo ao cidadão que se for se filiar, filie-se a algum grupo que seja idôneo. Não pode fazer sua escolha aleatoriamente. Quem está lá fazendo certo ou errado são pessoas que você colocou”, destaca. E aos políticos, a presidente do Tribunal Eleitoral no estado sugere um comportamento mais ético. “Queremos um Brasil melhor. Que eles sejam antes de políticos, cidadãos corretos e éticos. Falem a voz do povo e façam o povo gostaria que fosse feito”, aconselha. FONTE:  CLAUDIO OLIVEIRA DO NOVO JORNAL

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