quinta-feira, 20 de agosto de 2015

NATAL TERÁ HOJE MANIFESTAÇÃO EM APOIO AO GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF

Os movimentos sociais e partidos políticos que apoiam o Governo Federal vão hoje às ruas na tentativa de firmar posição contrária aos protestos contra a administração do país, realizados desde o início do ano e que se repetiram no domingo passado (16). A manifestação foi batizada de “Movimentos sociais contra o golpe e pela democracia”. Em Natal, assim como na maioria das mais de 20 cidades que estão com manifestações marcadas, o ato político está marcado para ocorrer no período da tarde. Os manifestantes potiguares vão se concentrar, a partir das 15h, em frente à sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), na Avenida Salgado Filho.
De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores no RN (CUT-RN), José Rodrigues - uma das entidades que integra a organização do ato - a data da manifestação foi uma determinação de articulações políticas nacionais. A escolha pela quinta-feira, diferentemente dos protestos antigoverno que ocorrem nos fins de semana, foi defendida por Rodrigues. “Quem reclama desta data é porque é contra manifestação democrática. Temos a consciência de que vai atrapalhar o trânsito, mas estaremos fazendo uma manifestação em favor de causas da sociedade. E ainda mais consideramos o domingo como dia de lazer dos trabalhadores”, refutou o presidente da CUT-RN. Ele ainda destacou que todo o percurso da manifestação pela Salgado Filho, assim como interdição de parte da via, estão acertados com a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).

O posicionamento do dirigente sindical quanto o local e a data do ato foi reforçado pelo deputado estadual Fernando Mineiro. O petista pontuou ainda que a escolha por atos públicos em dias úteis é uma tendência recorrente. “O ato é nacional e a data foi marcada por lideranças nacionais. Além do mais, historicamente as manifestações que são conduzidas por trabalhadores vem sendo feitas em dia de semana”, disse o parlamentar.

A decisão por concentrar-se em local de grande circulação de pessoas e veículos também repete a tendência observada nos protestos marcados para outras cidades em todo o Brasil. São casos semelhantes, por exemplo, a vizinha João Pessoa, em que o ato está marcado para o Parque Sólon de Lucena, no Centro da capital paraibana. Em Recife, o ato pró-governo será na Praça do Derby, um dos pontos mais movimentados da maior cidade de Pernambuco.

Já no eixo Sul-Sudeste, os manifestantes pretendem ocupar locais como o Largo da Cinelândia e as imediações da Igreja da Candelária (Rio de Janeiro), Largo do Batata (São Paulo), Largo da Alfândega (Florianópolis) e a Praça Santos Andrade (Curitiba), todos em áreas centrais e de grande fluxo de pessoas e carros.
PAUTA
A manifestação de hoje tem três eixos centrais em sua pauta: defesa dos direitos trabalhistas, contra o impeachment e defesa das conquistas sociais. “A manifestação vai apresentar três eixos: defesa da democracia, reformas estruturais e uma política econômica para defesa dos trabalhadores”, pontuou Fernando Mineiro. Também são esperadas críticas para o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB), que tem feito ferrenha oposição ao governo Dilma.

Para José Rodrigues, os movimentos sociais devem ir às ruas para garantir o processo democrático. “Somos contra o golpe que seria esse impeachment da presidente Dilma Rousseff. Queremos que seja mantida a democracia, porque sem ela não há diálogo. Nós passamos por uma ditadura e sabemos como foi o tratamento dado. Um golpe voltaria a sacrificar os movimentos sociais”, afirma ele.FONTE: PAULO NASCIMENTO DO NOVO JORNAL

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