quinta-feira, 18 de junho de 2015

ESTUDO INDICA QUE O QI É AFETADO PELA EDUCAÇÃO FAMILIAR

Jovens adultos que foram criados em casas bem-educadas desenvolvem maiores habilidades cognitivas em relação aos que crescem em condições menos ideais, diz um novo estudo conduzido por pesquisadores da Virginia Commonwealth University, da University of Virginia (ambas dos EUA) e da Lund University (da Suécia). Ainda que o novo estudo não desconsidere o fato de que o DNA tem impacto na inteligência, ele mostra provas de que influências ambientais são importantes no desenvolvimento de habilidades cognitivas.   O novo estudo comparou o QI de 436 gêmeos suecos, onde um foi criado por seus pais biológicos e o outro adotado. Os pesquisadores descobriram que o QI dos homens adotados, que possuíam idade entre 18 e 20 anos, era, em média, superior em 4,4 pontos em relação aos que não foram adotados. Estes números foram publicados online na Proceedings of the National Academy of Sciences, em 23 de março.
Atitudes como reunir a família na mesa podem ajudar no desenvolvimento cognitivo
“Na Suécia, bem como na maioria dos países do Oeste, existe um excesso de indivíduos querendo adotar, comparado com o número de crianças disponíveis para adoção. Portanto, as agências de adoção se preocupam em selecionar ambientes ideais para colocar cada uma de suas crianças’, disse o principal autor do estudo, Kenneth S. Kendler, professor de psiquiatria e genética humano e molecular no Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da Virginia Commonwealth University.

No estudo, os pais adotivos em questão tinham uma tendência a serem mais educados, instruídos e em melhores sitações socioeconômicas do que os pais biológicos. Para realizar a pesquisa, os estudiosos classificaram o nível de instrução parental em uma escala de 0 a 5: cada unidade adicional na edução dos pais significou um aumento de 1,71 ponto de QI. Nos raros casos onde a família biológica era mais educada do que os pais adotivos, as habilidades cognitivas do garoto adotado eram menor que seu irmão criado pelos pais biológicos
Os pesquisadores explicam que os pais mais instruídos têm uma tendência maior a proporcionar momentos que incitem maior desenvolvimento cognitivo aos filhos, como passeios a museus, conversas na mesa de jantar e leitura de histórias.

“Nós não estamos negando que as habilidades cognitivas são afetadas por componentes genéticos, mas é ingenuidade acreditar que os genes são os únicos fatores importantes”, disse Kendler. “Existem evidências fortes de que pais mais instruídos fazem algo com suas crianças para que elas se tornem mais inteligentes, e isso não é resultado de fatores genéticos”.
Fonte: EurekAlert!

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