terça-feira, 30 de junho de 2015

CORREDORES DA CLÍNICA MÉDICA DO WALFREDO GURGEL CONTINUAM ESVAZIADOS

Diferente da realidade que enfrentou nos últimos 42 anos, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel vive atualmente um momento de alívio. É recorrente entre as áreas de circulação do Pronto Socorro Clóvis Sarinho (PSCS) a praticamente inexistência de macas enfileiradas pelos corredores da unidade. No último fim de semana, as áreas que deveriam ter sido sempre destinadas ao livre acesso dos funcionários, permaneceram sem nenhum paciente. Na manhã da segunda-feira (29) dia mais crítico para o hospital (devido ao elevado número de acidentes aos fins de semana) chamou a atenção por ter continuado vazio. Nesta terça-feira (30), apenas seis pacientes estavam internados no corredor da clínica médica. Destes, dois já em processo de alta e os outros quatro com vaga garantida nas enfermarias.
“É uma situação que temos presenciado nos últimos dias e que muitos nos alegra. Muitos dos esforços empreendidos pelos atuais gestores e pelas equipes multiprofissionais refletem esta nova realidade”, afirma a diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro. Fátima reconhece, contudo, que as altas demandas atendidas pelo hospital ainda preocupam. “A ortopedia continua gerando um número alto de atendimentos. Esse fim de semana foram 118 pacientes. A clínica médica também teve um número alto de atendimentos. Foram 127. E a cirurgia geral realizou 190 procedimentos. De todas as especialidades, registramos 616 boletins”.
O processo de esvaziamento do corredor da clínica médica vem seguido das estratégias que levaram ao controle do corredor do trauma (que vem se alternando entre vazio e ocupado, com uma média de, no máximo, cinco macas, desde agosto de 2013).
Fátima lembra que os corredores esvaziados significam uma menor carga de trabalho para as equipes da assistência. “É um benefício que permeia todos que fazem o hospital. Beneficia as equipes assistenciais, podemos controlar melhor nossos estoques e, principalmente, os pacientes não precisam ficar internados em locais inadequados como um corredor”.
Apesar das boas novas, a diretora alerta que o Walfredo Gurgel conseguir controlar o fluxo de macas nos corredores, não exclui a necessidade de uma atenção básica mais forte e atuante. “Os atuais gestores deste hospital tem conseguido alcançar metas e mostrar resultados positivos como os corredores sem macas. Mas é importante que os municípios também ajam e mudem essa realidade de ficar enviando pacientes para serem atendidos em Natal, muitas vezes, sem a menor necessidade. Porque uma pessoa do interior não pode ser atendida em sua própria cidade? O que de errado há nisso?”, questiona.

Em agosto próximo o corredor do trauma completará dois anos que se mantem sob controle. Desde a realização do segundo mutirão de cirurgias ortopédica – e mais recentemente com a implantação da Central de Regulação pela Secretaria estadual da Saúde Pública (Sesap) – que a área que recebe pacientes graves vítimas do trauma não permanece mais com filas extensas de macas. Não há muito tempo, os dois principais corredores do HMWH já comportaram 160 pacientes. Se seguir a mesma tendência e com a atual gestão apostando na qualificação da assistência, é possível que nos próximos anos, o corredor da clínica médica esteja sob o mesmo prisma que o do trauma. Ou, ainda melhor, um Walfredo Gurgel completamente livre de macas. Corredor é corredor”, finalizou.
FONTE: JORNAL DE HOJE

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