sábado, 30 de maio de 2015

ESPECIALISTA RECOMENDA CORTAR GASTOS E TROCAR DÍVIDAS CARAS POR LINHAS MAIS BARATAS

Para evitar o “efeito Gremlin” sobre as dividas, ou seja, a transformação do crédito em um fator destrutivo ao orçamento e a conseqüente inadimplência, não existe formula mágica. Especialistas recomendam cortar gastos, ajustar o orçamento, comprar a vista e trocar dívidas caras por linhas mais baratas.
O momento pede para que os consumidores visualizem os gastos e enxuguem custos, ou seja, enquadrar sua real renda à realidade de despesa.
O diretor comercial da Companhia Hipotecaria Brasileira (CHB), Moisés Jardim, aconselha a troca de dividas caras, especialmente as pós-fixadas, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, por linhas mais em conta. “As melhores alternativas, em termo de taxas, são os consignados e depois os empréstimos pessoais”, aponta e aproveita para citar as modalidades em que o consumidor oferece um bem como garantia.

De acordo com Moisés Jardim, o Home Equity tem uma atração natural, mas como toda operação financeira exige cautela. “As pessoas precisam ter cuidado para não comprometer em demasia sua renda mensal e utilizar o recurso para liquidar dívidas mais caras como: a aquisição de bens de longo prazo ou para utilizar em projetos pessoais também de longo prazo”, reforça.
O estímulo a essa linha é válido, uma vez que há um grande número de profissionais liberais que recorrem ao crédito pessoal para abrir ou ampliar seu negócio. Além disso, no crédito com garantia de imóvel, os prazos para pagamento são mais longos e muitas vezes ultrapassam dez anos.

Moisés Jardim explica que essa modalidade tem outro ponto positivo. “Os agentes desse mercado defendem que a operação não pode ser vista só como uma possibilidade de consolidação ou troca de dívidas, mas principalmente como um instrumento de captação de recursos de baixo custo para quem quer investir em seu negócio, levantar capital de giro para a empresa, reformar o imóvel, comprar um terreno, ou mesmo financiar um intercâmbio no exterior”, destaca e ainda ressalta que também são citados o uso do crédito para pagar estudos, investir em outros imóveis, viajar, mobiliar a casa ou pagar grandes festas, como o casamento.

Se considerado o volume da poupança, os recursos são gigantescos e vão contribuir para que o Home Equity ajude a baratear o custo dos financiamentos das famílias brasileiras, assim como o crédito consignado, é o que explica o diretor da CHB. Moisés estima que a linha ultrapasse, em cinco anos, o crédito consignado, hoje com R$ 240 bilhões em carteira. O juro médio do crédito consignado está em 25,8% ao ano, segundo o Banco Central.

Com o incentivo do governo e os juros menores, o Home Equity tem tudo para ganhar mais espaço, pois o produto tem potencial para chegar a meio trilhão de reais e ser maior que a linha com desconto em folha de pagamento. Para quem se animou, é preciso calma antes de colocar o imóvel próprio como garantia para um empréstimo.
FONTE: JORNAL DE HOJE

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