Pela regra, quem consome até
20% acima da média pré-crise pagará uma tarifa 20% maior. Quem elevar o consumo
acima desse limite pagará sobretaxa de 50% sobre o valor total da conta. Em
janeiro, quando a multa entrou em vigor, 22% dos clientes haviam aumentado o
consumo.
Neste mês, segundo o balanço
parcial, 81% reduziram o consumo. De acordo com a Sabesp, a economia com o
bônus chegou a 6,3 mil litros por segundo, 16% a mais do que em janeiro, quando
a redução foi de 5,4 mil litros por segundo. Na comparação com mês de dezembro,
antes da adoção da sobretaxa, a economia obtida agora é 1,5 mil litros por
segundo maior, abaixo da meta estipulada pelo governo, de 2,5 mil litros.
Segundo a Sabesp, 60% das altas
de consumo de água foram provocadas por vazamentos internos nos imóveis e 38%
foram altas isoladas ou alteração de perfil do cliente, como um comércio que se
expandiu ou uma família que cresceu. Nesses casos, o consumidor pode contestar
a multa em uma agência da Sabesp e a empresa promete corrigir a conta.
Conta
O presidente da Sabesp, Jerson
Kelman, também admitiu na CPI na Câmara Municipal que a empresa pode pedir
reajuste da tarifa de água acima da inflação para equilibrar as finanças da
companhia, abaladas pela crise hídrica e por causa do aumento de custos
operacionais, como de energia, e da alta do dólar.
As informações são do
jornal O Estado de S. Paulo.
FONTE:
JORNAL DE FATO

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