sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CRIANÇAS DEVEM TROCAR MOCHILAS NAS COSTAS POR MODELOS COM RODINHAS, ORIENTA ORTOPEDISTA

Com o início das aulas, os pais devem atentar para o problema de dores nas costas dos filhos, que podem ser ocasionadas pelo peso das mochilas que as crianças carregam nas costas. Segundo o médico ortopedista Manoel Fernandes, o ideal é que não se use mochilas nas costas. O melhor modelo é aquele com rodinhas, para puxar.
O médico, que tem dois filhos em idade escolar, um de doze e outro de dez anos, conta que percebe que o mais novo é o que mais leva material na mochila, ou seja, é bolsa dele a que fica mais pesada.
“Parece que quanto menor, mais livros as escolas pedem. Então, o ideal é que não tenha peso sobre as costas das crianças, que use o puxador”, orienta.
O médico explica que entre os dez e os 12 anos é quando a criança está no processo de formação e de crescimento, desse modo, o excesso de peso pode provocar alterações significativas, como escoliose ou hipercifose. No caso da escoliose, o corpo fica inclinado para um lado, aquele que leva mais peso.

Esses casos são mais comuns quando a criança usa o modelo de mochila com apenas uma alça, ou quando a bolsa tem as duas, porém é usada de forma inadequada, segurando apenas em uma das alças. Já a hipercifose, é uma deformação para frente, ou seja, a formação de corcunda. Que ocorre quando a criança tenta compensar o peso das costas pendendo para frente.
Por enquanto, Manoel Fernandes ainda não atendeu crianças nessas condições este ano, mas ele diz que o problema é comum, e todos os anos, quando está para terminar o primeiro semestre, chegam pais cujos filhos reclamam de dores nas costas por conta do peso da mochila. A dor é o principal sintoma.
O problema exige atenção, mas pode ser resolvido com medidas simples, como o uso adequado da mochila e prática de exercícios físicos, que podem ser caminhada, natação. Em alguns casos é recomendada a fisioterapia, que segundo o médico, já possui mecanismos avançados para esses problemas.
A cirurgia é usada em casos mais graves de hipercifose. Mas o ortopedista destaca que esses casos de deformidade geralmente não estão ligados a peso da mochila, e sim, a problemas crônicos e de nascimento.
FONTE: GAZETA DO OESTE
 

Nenhum comentário: