terça-feira, 17 de junho de 2014

RESTITUIÇÃO JÁ ESTÁ NA CONTA


O dinheiro já está na conta dos contribuintes que estão no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2014, ano-base 2013. Nesta etapa, serão pagos mais de R$ 1,9 bilhão a 1.350.668 contribuintes. Mas qual a aplicação ideal para esse dinheiro? Adquirir um bem com o qual se sonha? Guardar? Pagar as dívidas? Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, todas as opções são válidas, a depender da situação financeira do contribuinte.
Domingos explica que é comum, por se tratar de um “extra”, que muitas pessoas utilizem os valores de maneira desordenada, saciando impulsos consumistas. Contudo, diz ele, é importante ficar atento para não desperdiçar a chance de ajustar a vida financeira.

O educador financeiro cita três perfis de pessoas e dá uma recomendação específica a cada uma delas. O primeiro caso é o do contribuinte que já tem as contas em dia e não precisa dos valores que serão restituídos para algo específico.

“Se ele [contribuinte] já tem o dinheiro do dia-a-dia e não precisa da restituição, é possível fazer uso para o fortalecimento do seu sonho. Nada melhor que pegar esse dinheiro, tirar do giro normal, já que ele não tinha aplicação no cotidiano, e realizar algum sonho. O importante é não deixar na conta porque assim ele vai virar pó”, afirma Domingos.

Em um segundo plano, o educador financeiro trata das pessoas que estão equilibradas financeiramente, mas que não tem o hábito de guardar dinheiro. “É importante criar esse hábito, pegar esse dinheiro extra e começar a guardar, já que ele efetivamente não faz parte do cotidiano. Da mesma forma eu recomendo a fazer com aquele bônus no final do ano, com a PLR [Participação nos Lucros e Resultados], com as férias e com o 13º salário”, aconselha.

Em um terceiro perfil, Reinaldo Domingos inclui aquelas pessoas que estão inadimplentes. “Mas existem pessoas que tem dívidas controladas. Essas não tem que pensar em pagar essa dívida com o dinheiro da restituição”, adianta.

De acordo com o educador financeiro, em geral, o primeiro pensamento no caso daqueles inadimplentes que fizeram uma dívida maior do que poderiam pagar é captar o dinheiro depositado pela Receita e quitar a dívida vencida.

“Não está errado. Mas junto com essa decisão de efetivamente usar esse dinheiro para liquidar a dívida vencida, é preciso fazer a lição de casa, uma faxina na vida financeira, para que daqui a dois meses essa pessoa não tenha o mesmo problema de novo”, alerta o especialista.

Ele ressalta a importância de dividir essa decisão com a família, buscando entender de maneira compartilhada os motivos que levaram à inadimplência. “É preciso se perguntar: No que é que eu estou gastando? Para onde está indo cada centavo do meu dinheiro?”, completa Domingos.

Educação Financeira
Reinaldo Domingos é presidente da DSOP Educação Financeira e escreveu diversos títulos na área. O livro mais recente lançado por ele é “Sabedoria Financeira” (Editora DSOP).
FONTE: TRIBUNA DO NORTE

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