sexta-feira, 4 de abril de 2014

PROFESSORES ENTRAM EM GREVE A PARTIR DE SEGUNDA


Os professores da rede municipal de Educação de Natal decidiram, nesta quinta-feira, 03, que vão entrar em greve por tempo indeterminado a partir da segunda-feira, 07. Os profissionais cobram a implantação do terço de hora-atividade - destinar um terço da carga horária total para atividades extra-classe, como o planejamento de aulas -, diminuindo carga horária de 20 horas para 13 horas em sala de aula ou oficializando a carga horária total de 24 horas, além da concessão de intervalo aos educadores infantis.

A secretária municipal de Educação, Justina Iva, afirma que o problema está relacionado à interpretação no cálculo da hora-aula por parte do Sinte-RN. Segundo ela, o sindicato faz o cálculo de cada aula como sendo uma hora, porém a prefeitura, embasada pela Procuradoria Geral do Município (PGM), adota o cálculo para a aula entre 45 e 50 minutos.

Os professores da educação infantil e fundamental têm cargas de trabalho diferenciadas. Enquanto os fundamentais têm carga horária de 20h semanais, os do ensino infantil trabalham 30h a cada sete dias. Para solucionar o problema de não existirem dois educadores por turma no ensino infantil (de 1 a 4 anos de idade) e os educadores não terem o intervalo necessário por não poderem abandonar as turmas, a SME (Secretaria Municipal de Educação) criou uma compensação aumentando a carga horária em uma hora extra por dia, gerando 20 horas extras por mês e um reajuste salarial superior a 20% do salário.

Natal tem cerca de 4.700 professores e educadores. Em média, 10% dos profissionais estão afastados por licença médica. Para a secretária, ainda que fosse aceita a posição do sindicato, ficaria inviável o aumento no número de educadores da rede municipal por conta da redução da quantidade de alunos e, consequentemente, da receita repassada ao município para tal finalidade. As escolas da capital perderam 4.500 alunos do ano passado para cá, muito em função das paralisações na opinião da secretária. “Não podemos aumentar o número de professores quando estamos perdendo alunos. Essa conta não vai fechar”, argumenta.

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