terça-feira, 24 de dezembro de 2013

RN tem nova fronteira do petróleo


A Petrobras voltou a se pronunciar sobre a primeira descoberta de petróleo em águas profundas no Rio Grande do Norte, confirmada no último dia 18. Segundo a estatal, trata-se “da abertura de uma nova fronteira exploratória na região”.
A descoberta, segundo analistas, pode ser um alento para o setor petrolífero no RN, que assistiu ao fechamento de várias prestadoras de serviços da Petrobras e a demissão de centenas de terceirizados, em virtude da desaceleração da produção.

Segundo a estatal “o atual estágio do processo exploratório ainda não permite projeções sobre volumes”. O consórcio, comandando pela estatal, dará continuidade às operações para verificar a extensão da descoberta e conhecer melhor as características do reservatório, segundo informou, através da assessoria de comunicação. O tamanho da reserva será revelado só após o término da etapa de perfuração e avaliação do poço, que está prevista para o primeiro semestre de 2014.

Na área onde a Petrobras encontrou petróleo em águas profundas no RN, já foram realizados levantamentos sísmicos, estudos geológicos e a perfuração de dois poços. Um novo poço, segundo a estatal, ainda deverá ser perfurado no local.

Até o momento, a Petrobras já perfurou dez poços em águas profundas em Sergipe e  cinco pioneiros em águas profundas no Ceará, estado que integra a mesma bacia petrolífera que o RN. De acordo com a companhia, “todos os indícios de descoberta encontram-se em fase de avaliação”.

Impactos

Para especialistas potiguares, a descoberta levará de três a cinco anos para se refletir na produção do estado - tempo necessário para concluir a perfuração, finalizar os estudos e começar a operação comercial. O tempo já havia sido estimado pela própria Petrobras em entrevista concedida à TRIBUNA DO NORTE em 2012.

A coordenadora executiva do Núcleo de Petróleo  da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que desenvolve pesquisas em parceria com a Petrobras, Teresa Nelma de Castro, acredita, no entanto, que o estado se beneficiará da descoberta já a partir de 2014, antes mesmo do início da produção.

A estatal, segundo ela, deve intensificar os investimentos e mobilizar mais pessoas para realizar os estudos e preparar a empresa para a fase de exploração.

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