sábado, 14 de dezembro de 2013

Corpo de Nelson Mandela chega a Qunu para enterro


O corpo de Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano e líder da luta pela igualdade, chegou neste sábado (14) a Qunu,  onde será enterrado neste domingo (15). O avião com o caixão deixou a Base Aérea de Pretória por volta de 12h locais (8h no horário de Brasília) e chegou ao aeroporto de Mthatha por volta das 13h30 locais (9h30 em Brasília). De lá, seguiu por cerca de 30 km de carro até Qunu.
O caixão carregando o corpo do primeiro presidente negro da África do Sul foi conduzido em um carro fúnebre do aeroporto de Mthatha, 700 km ao sul de Joanesburgo, com uma escolta militar cerimonial e aplaudido por multidões que estavam próximas a estrada.

Os rituais tradicionais da etnia xhosa, incluindo o sacrifício de um boi, protagonizarão a despedida final, revelaram os líderes de seu clã.
Antes da decolagem em Pretória, parentes e amigos de Nelson Mandela e autoridades sul-africanas homeagearam o ex-presidente na base de Waterkloof em Pretória. A cerimônia foi organizada pelo Congresso Nacional Africano, CNA.
 
O caixão de Mandela chegou de carro, envolvido nas cores do partido que foi liderado pelo ex-presidente, em uma cerimônia na base da Força Aérea.

Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela, fez um discurso em memória do avô e disse que "o futuro deste país [África do Sul] é brilhante".

"Fui testemunha de seu Exército, de sua gente, do povo. E posso garantir ao CNA que o futuro deste país parece brilhante", falou.

"Ainda há um longo caminho para percorrer e nos encontraremos de novo no dia da liberdade", assegurou o neto.
A viúva de Mandela, Graça Machel, e a ex-mulher, Winnie Mandela também compareceram à cerimônia. Jacob Zuma, atual presidente sul-africano, permaneceu ao lado delas durante as homenagens.

Antes, cerca de 100 mil sul-africanos passaram pelo caixão de Nelson Mandela exposto desde quarta-feira na sede da presidência, informou o governo.

"Este testemunho de amor e apoio foi um imenso conforto para a família e para aqueles que amavam Tata Madiba (papai Mandela)", ressaltou o governo.

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