quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Petroleiros fazem greve contra leilão


Rio (AE) - Empregados da Petrobras entrarão em greve por tempo indeterminado a partir de hoje, em protesto contra o primeiro leilão de áreas de exploração de petróleo na camada pré-sal. O certame, que oferecerá a área de Libra, na Bacia de Santos, está agendado para segunda-feira, 21
Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a indicação a favor da greve foi aprovada em sindicatos filiados “de Norte a Sul” do País. Serão paralisadas as atividades em refinarias, terminais de distribuição, plataformas de petróleo, campos terrestres de produção, usinas de biodiesel, termoelétricas e unidades administrativas da Petrobras e suas subsidiárias.

A única exceção é a Lubnor, fábrica de asfalto, lubrificantes e outros derivados, localizada no Ceará, onde haverá uma assembleia na manhã de quinta-feira para decidir sobre a greve, informa nota enviada pela FUP.

“Os petroleiros exigem a suspensão imediata do leilão de Libra, a maior e mais importante descoberta de petróleo dos últimos anos, que o governo pretende ofertar às empresas privadas no próximo dia 21”, diz um trecho da nota.

Os petroleiros do Rio Grande do Norte aprovaram o indicativo de greve. Na avaliação do Secretário Geral do Sindipetro/RN, Márcio Dias, os trabalhadores estão mobilizados e prontos para cruzar os braços por tempo indeterminado.

O Comitê potiguar contra o leilão de Libra, em defesa da Petrobras, do pré-sal e dos campos terrestres do Nordeste, Norte e Espírito Santo planeja realizar um ato público contra o leilão, a partir das 16h30, desta quinta-feira, no calçadão da rua João Pessoa.
Reivindicações
A pauta de reivindicações da greve inclui também a retirada da pauta de votação da Câmara dos Deputados do Projeto de Lei (PL) 4.330/04, de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO). O projeto muda as regras para a terceirização de serviços.

“Sob o pretexto de regulamentar a terceirização, (o projeto) piora consideravelmente as condições de trabalho e ataca direitos históricos da classe trabalhadora”, diz a nota da FUP.

Por fim, os sindicatos cobram também avanços na campanha de negociação salarial, “cuja proposta apresentada pela Petrobras no dia 7 foi amplamente rejeitada pelos trabalhadores”.

Na semana passada, a diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, descartou a possibilidade de um adiamento do leilão do campo de Libra. “Greve dos petroleiro não é com a Agência Nacional do Petróleo. Mas (a greve) não prejudica (o leilão) porque essas atividades ocorrerão no ano que vem. Não vejo a possibilidade de postergar (a licitação)”, afirmou Magda a jornalistas.

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