quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lula é homenageado no Congresso


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado ontem pela Câmara dos Deputados com duas medalhas: a comenda “Suprema Distinção”, pela trajetória política do ex-presidente; e a medalha da Constituinte, pela participação de Lula na elaboração da Carta de 1988, que comemorou 25 anos neste mês. A medalha foi entregue pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, que, como Lula, também participou da assembleia nacional constituinte. Em  discurso, Henrique Eduardo Alves destacou que poucas pessoas são tão merecedoras de receber essa medalha quanto o ex-presidente. Ele lembrou a história de migrante do homenageado, de Pernambuco até São Paulo, onde começou sua trajetória de sindicalista a fundador do PT e presidente da República. “Com 87% de aprovação popular, tornou-se um dos políticos mais respeitados do mundo inteiro. Com Lula, os brasileiros perderam o complexo de inferioridade e o País ganhou destaque no cenário externo, além de mudanças positivas no cenário interno, com a criação de 15 milhões de empregos sem descontrole da inflação”, afirmou.
Alves também registrou a importância de sua presença no cenário político nacional. “Quero deixar o reconhecimento, em nome da Câmara dos Deputados, pelo papel que o senhor tem desempenhado durante toda a sua atuação política”, disse, citando a frase célebre pronunciada pelo ex-presidente de que somente sossegaria quando todo brasileiro fizesse três refeições por dia. “Muito obrigado, presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, finalizou.
Entre as autoridades presentes à solenidade estava o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho, que presidiu o Senado em 2007, no primeiro ano do segundo mandato de Lula. No período da constituinte Garibaldi era prefeito de Natal, eleito nas urnas depois que as eleições diretas foram restabelecidas nas capitais, em 1985.

Lula aproveitou a celebração para cobrar dos deputados a aprovação de uma reforma política que resgate a vitalidade do Congresso. “Isso significa requalificar os partidos, reduzir a força do poder econômico nas eleições e ampliar as formas de participação da sociedade no processo legislativo”, disse. “A reforma política enfrenta resistências, mas não vejo outra maneira de se exercer a política de forma nobre”, emendou.
Ele defendeu o financiamento público de campanhas, o fortalecimento dos partidos, a fidelidade partidária, a diminuição do número de legendas, meios mais simples para apresentação de projetos de iniciativa popular. “A Reforma política é a que mais precisamos neste momento. É tempo de conversar com a sociedade, de mudar o que tem de ser mudado e fazer política de cabeça erguida”, disse.
O ex-presidente também falou dos protestos de junho. Segundo ele, as manifestações demonstraram que a população quer “um pouco mais de Estado”. Disse que os manifestantes querem acesso à medicina de alta complexidade, querem “ser tratados como cidadão de primeira classe”. Ele criticou, no entanto, as vozes que se aproveitaram para negar a política.

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